Instituto Peabirus

Há duas revoluções fermentando. A primeira é uma revolução de comunicação interpessoal. A segunda revolução não é de tecnologia, mas de epistemologia e aprendizado. Construcionismo, aprender fazendo; é a revolução de Dewey, Piaget e Papert. O aprendizado acontece melhor não no espaço formal da sala de aula. Ele acontece em aplicações concretas. Eis porque devemos buscar construir ambientes para fazer.

Walter Bender, MIT-Media Lab

O objetivo do Instituto Peabirus, constituído como uma OSCIP de acordo com a Lei nº 9.790/1999, é contribuir para a viabilização de projetos de cunho social, cultural e produtivo através do desenvolvimento de modelos e metodologias de integração digital para comunidades de interesse da sociedade como um todo e, particularmente, de modelos orientados à produção e comercialização de bens e serviços, que sejam geradores de emprego e de renda de forma sustentável.

Os Peabirus compunham a primeira rede de colaboração do Brasil – o conjunto de caminhos indígenas que lhes asseguravam o conhecimento e o domínio do espaço geográfico sobre o continente sul americano do Atlântico aos Andes, ao Pacífico e à Amazônia. Foi a conquista desta formidável tecnologia de rede, desenvolvida e aprimorada pelos índios brasileiros, que permitiu o avanço do colonizador sobre o espaço geográfico do Brasil nos últimos 500 anos.

Estamos de novo numa dessas fases da história marcadas pela conquista de novas fronteiras e perspectivas para o crescimento econômico e o progresso em todos os sentidos da humanidade. A diferença é que, agora, a expansão não se dá mais no espaço físico, mas sim no espaço virtual. A emergência das tecnologias de informação e comunicação, cuja primeira síntese é a Internet, gera a possibilidade de criação de novas arquiteturas de relacionamento, que atraem novos atores, transforma os antigos, possibilitando a inovação e apontando para novos limites e novas perspectivas.

Em função desta visão, o Instituto Peabirus mantém de forma gratuita e aberta a arena digital http://www.peabirus.com.br. Um laboratório para milhares de comunidades (veja aqui alguns exemplos) e seus processos de articulação de novos caminhos, num mundo sem fronteiras e conectado em tempo real.

A integração digital de comunidades de interesse produtivo, ou de caráter específico, contempla a defesa, preservação e conservação do meio ambiente, a promoção do desenvolvimento sustentável e a articulação cultural em torno de novas possibilidades. O Peabirus atua não somente como viabilizador, fornecendo assessoria técnica, administrativa e operacional, mas também integrando os diversos elementos dos projetos, fortalecendo suas propostas, realizando parcerias e formando uma rede de mobilização sólida e eficiente, envolvendo as mais diversas entidades nacionais e internacionais voltadas para o desenvolvimento humano e o desenvolvimento econômico, com base na integração digital.

Do Instituto Peabirus

A Internet aponta para uma nova ordem

A Internet viabiliza e fomenta a descentralização de processos agregando novos parâmetros e valores e, com eles, produtividade. Numa estrutura descentralizada, a hierarquia vem de baixo para cima, gerando um processo bottom-up. Neste processo é o consenso da base que impõe as demandas. As relações e interações sociais, culturais e econômicas passam a desenvolver-se a partir da capacidade que fornecedores desenvolvem nesta estrutura para explorar o consenso do relacionamento entre os indivíduos que compõem a cadeia de interesses. O controle nesta lógica desagrega, o domínio contribui para a formação do interesse comum – a demanda.

Redes Orgânicas são o caminho à frente

Hoje, é óbvia a tendência da Internet a modificar o papel que as pessoas exercem, mesclando a separação entre vendedor e consumidor, entre editor e leitor. Todas as coisas digitais são grandes e pequenas ao mesmo tempo – um paradoxo, não uma contradição. Redes descentralizadas irão substituir hierarquias, e os controles centrais serão substituídos por sistemas auto-organizáveis que se parecerão muito mais com a relação entre o homem e a natureza do que com relações institucionais.

O desafio, promover inovação

Por reduzir a barreira econômica à inovação e por adotar uma arquitetura mais modular e flexível, a computação se tornou acessível a empreendedores, pequenos negócios e, em última análise, aos consumidores … Além de suas raízes populares, reflete as necessidades e os interesses da comunidade local e desenvolve um comportamento global e emergente.

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